domingo, 10 de novembro de 2013

Portas fechadas






Como um pássaro que finda seu voo numa parede iluminada,
eu me estilhaço no silêncio intempestivo da tua ausência.
Minha boca seca, minha mão crispada, meu olhar vazio
tudo te dizem, mas não dizem nada.
O tempo me leva vida adentro sem rotas e sem mapas
à mercê dos ventos e da escuridão que há
por detrás das portas fechadas.
Não há dia nem sol que atravesse as minhas janelas abertas;
no coração que dói, qualquer hora é tortuosa madrugada.

Aìla Sampaio


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