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Mostrando postagens de Maio, 2010

TUA PRESENÇA

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Tua presença, morena presença em âmbar talhada, do Mar Báltico parece emergir para encher meus olhos de fascínio.
Qual um menino, te flagro atento ao meu jeito criança de ser; tua voz, como uma música, ressoa em meus ouvidos  e eu beijo a tua boca e seguro a tua mão, temendo morrer num sustenido qualquer...
É tão puro o amor, tão contido o desatino, é tanto o medo de precipitar a direção dos ventos que esquecemos que o céu, convicto, já determinou que temos um só destino.


Aíla
18/05/2010

Sob o véu do silêncio

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Sob o véu do silêncio que me envolve uma dor indormida reverbera tão nova, tão antiga. Calada mas lancinante, Ela corre na contramão, pede passagem e se acomoda pra ser vivida como deve.
É preciso vestir o luto à exaustão, esperar o tempo enterrar tudo e não acreditar em ressurreição.

No dia dos meus anos

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No dia dos meus anos, tu vieste, como um anjo, abençoar-me. Como um homem, tu vieste beijar-me a boca, ensinar-me o amor em rápidas lições.
No teu abraço, meu corpo desenhou espirais, aprisionou o instante e parou os ponteiros de todos os relógios sem indagações.
Do lado de fora, a chuva a distrair o mundo com seus muros e interditos. Do lado de dentro, um incêndio a queimar nossos corpos aflitos, nossas bocas a compor, uma na outra, as mais belas e impublicáveis canções.
04/05/2010

TRAMA DO TEMPO

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O tempo tece sua trama em silêncio como quem arquiteta armadilhas, submerge ilhas nos desvãos da memória.
O chão seguro de outrora de repente é abismo; subterânea rua sem saída em que andamos desavisados dos perigos.
É o tempo com sua glória insana a dispor dos nossos planos. Não guardasse eu a lembrança das tuas mãos plantando gerâneos em meus cabelos, nada mais poderia detê-lo; já estaria ao vento a nossa história.

ILUSÃO

                                       Tudo já foi dito
digitado ou manuscrito, aos gritos ou em silêncio por ato ou omissão.
Eu é que não acredito e, como toda mulher apaixonada, insisto em só ouvir o coração!