Poemas, contos, imagens... palavras e silêncios. Mergulhos e naufrágios de AílaSampaio
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Eterno...
Quero a tua alegria sincera, a cor de claridade do teu sorriso abrindo as minhas portas... sinto falta até da escuridão que ficava quando ias embora, porque mesmo nela eu conseguia ainda ver cada gesto teu atravessado de verdades que não se desmanchavam na minha ausência. Não só o que a memória ama fica eterno, Adélia... o que se eterniza é o que não se desfaz nas areias movediças das ausências.
Aíla Sampaio
Assinar:
Postar comentários (Atom)
CICLO INEVITÁVEL
“Faz tempo, sim, que não te escrevo, ficaram velhas todas as notícias”, disse o poeta num soneto à mãe nos anos 40. A velocidade do temp...

-
“Faz tempo, sim, que não te escrevo, ficaram velhas todas as notícias”, disse o poeta num soneto à mãe nos anos 40. A velocidade do temp...
-
Finalmente vi, sem dor, teu olhar colher a tarde e o vento cobrir-te do vermelho-alaranjado que desceu do céu. Não eras mais meu... parei ...
-
Tu sabes a ordem das estrelas nas constelações e o movimento dos ventos . Sabes tudo das estações e dos climas amenos que ...
Certas ausências doem tanto que se eternizam no coração.
ResponderExcluirCertas pessoas são tão especiais que criam uma vida inteira quando nos chegam... e a falta que faz quando não mais está é inquietante, angustiante, tão dolorida...
ResponderExcluirUm amor eternizado, momentos que a memória reserva em sua mais enfeitada "caixinha" e que o dia a dia abre aleatoriamente, nos fazendo enxergá-los como uma cena de novela... junto com o pôr do sol, o mar e suas ondas revoltas ou tranquilas...
É uma ausência que vira presença.
Flávio Venturini em uma das minhas preferidas músicas, canta: "Certas canções são eternas... e é também assim com as pessoas. Podemos conhecer, sentir variadas emoções, mas cada vez que aquela música nos chegar, a ausência tomará forma de tudo o que foi deliciosamente vivido.
Amei isso aqui, me trouxe bonitas memórias.
Abraços, querida amiga.
Fátima Perrone.