Poemas, contos, imagens... palavras e silêncios. Mergulhos e naufrágios de AílaSampaio
sábado, 13 de agosto de 2011
Onde?
Onde as minhas certezas, o destino traçado e a predisposição para a felicidade? De repente essa saudade sem endereço ou destinatário me acorda no meio da noite, faz pequeno o quarto, e acorda lembranças do que não vivi, do que poderia ter vivido. Tão incerta me vejo diante do espelho! Vontade de me dar ordens e fugir, mas não me reconheço na imagem que sorri irônica da minha pretensão. Haverá ainda alguma saída? O vento passou e eu não vi quando a porta bateu com as chaves do lado de fora...
Aíla
Assinar:
Postar comentários (Atom)
CICLO INEVITÁVEL
“Faz tempo, sim, que não te escrevo, ficaram velhas todas as notícias”, disse o poeta num soneto à mãe nos anos 40. A velocidade do temp...

-
“Faz tempo, sim, que não te escrevo, ficaram velhas todas as notícias”, disse o poeta num soneto à mãe nos anos 40. A velocidade do temp...
-
Finalmente vi, sem dor, teu olhar colher a tarde e o vento cobrir-te do vermelho-alaranjado que desceu do céu. Não eras mais meu... parei ...
-
Tu sabes a ordem das estrelas nas constelações e o movimento dos ventos . Sabes tudo das estações e dos climas amenos que ...
Aíla, a única certeza que temos é a incerteza.
ResponderExcluirSe o vento fechou a porta, com as chaves do lado de fora, abra a janela e espere a volta do vento. Ele lhe trará, com alguma folha carregada pela sua passagem, a promessa de uma possível felicidade.
Parabéns pelo texto.
Rômulo