A vida é hoje



Essa primavera que eu trago
lacerada por invernos intermitentes
há de atravessar o tempo de estio
e plantar flores no indócil outono.
Entrelaçados ao mormaço da tarde
como num pergaminho antigo
meus versos já não são de amor;
apreenderam o orvalho das manhãs
mas só guardaram a penumbra das noites insones.
Quero ainda a solidão das tardes chuvosas
e sem testemunhas 
sob os lençóis ensandecidos
com que cubro todas as lembranças.
O que se foi pouco importa... menos ainda o que virá.
A vida é eternamente hoje. Aqui. Agora.


Aíla  Sampaio

Comentários

  1. Belíssimo poema querida Diva. Te admiro mto, bjus da sua fofa.

    ResponderExcluir
  2. Belíssimo poema querida Diva. Te admiro mto, bjus da sua fofa.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

ORAÇÃO

Calmaria

um poema inconcluso