2014



2014 foi um ano de muitos desafios; de decepções, mas também de conquistas, viagens e verdades. Não passei à margem da vida, ao contrário, vi-me, em grande parte dos dias, no olho do furacão. Nem toda vez saí ilesa, mas saí e consegui me libertar das correntes. Vi máscaras cairem, castelos ruirem, muros de vidro e barro não resistirem às circunstâncias, mas vi também um chão sólido pra pisar e rostos sem véus a me acolherem com suas verdades. Foi um ano de cara lavada, dada à tapa tantas vezes; de lágrimas engolidas a seco, de alegrias silenciosas. 

Quero novos desafios no novo ano, mas quero menos densidade na textura do dia a dia, mais leveza nos passos, horizontes mais próximos, pra que eu possa alcançá-los. Quero um novo ano que não seja mais um a menos ou a mais; que me desgrude das incertezas, que me arme contra os medos, que mantenha afastado o que ficou pelo caminho e não me fez falta, e me restitua o que perdi e não posso viver sem. Quero um novo ano sem novidades que nada acrescentem e com as velhidades que me fazem bem.

Aila Sampaio




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