Poemas, contos, imagens... palavras e silêncios. Mergulhos e naufrágios de AílaSampaio
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Amor a distância
Bem sei, tendem a ser fugazes os amores a distância. Não por determinação, mas pela própria natureza do que é ausente e, por isso, não ter existência concreta. Não que o sentimento finde, como uma caixa de chocolates de que se tira o último bombom; mas porque, por descuido, pode-se esquecer de regar a planta e ela vá perdendo o viço, terminando por murchar. A falta do outro cria inevitavelmente lacunas, deixa buracos, acorda inseguranças e incompletudes. É difícil sobreviver à falta de abraços, quando cai um temporal; não ter os olhos nos olhos quando a solidão pede uma trégua. São frouxos os laços tecidos pela ausência. Não se sustentam por muito tempo as palavras nem os afetos... tudo se esvai na correnteza do rio que não se pode atravessar quando o desejo é estar do outro lado. Nem sempre a realidade coincide com as nossas vontades... às vezes resta-nos apenas aceitar que não temos escolha.
AílaSampaio
Assinar:
Postar comentários (Atom)
CICLO INEVITÁVEL
“Faz tempo, sim, que não te escrevo, ficaram velhas todas as notícias”, disse o poeta num soneto à mãe nos anos 40. A velocidade do temp...

-
“Faz tempo, sim, que não te escrevo, ficaram velhas todas as notícias”, disse o poeta num soneto à mãe nos anos 40. A velocidade do temp...
-
Finalmente vi, sem dor, teu olhar colher a tarde e o vento cobrir-te do vermelho-alaranjado que desceu do céu. Não eras mais meu... parei ...
-
Tu sabes a ordem das estrelas nas constelações e o movimento dos ventos . Sabes tudo das estações e dos climas amenos que ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário