(Par de Botas - Van Gogh)
Descalcemos as botas lamacentas da arrogância e pisemos nosso orgulho. Todo sentimento de superioridade inferioriza a alma. Não somos mais nem menos que os outros, somos parte de um todo, uma das células do organismo desse cosmo que agoniza diante dos nossos olhos. Precisamos extirpar o tumor das vaidades, debelar as epidemias de egoísmo e prepotência para que possamos atravessar a vida sem muletas, sem tantos analgésicos e julgamentos. Que nos vejamos no outro e a ele não façamos o que nos machucaria; que possamos atravessar nossos próprios muros e abrir as portas da nossa casa-coração para o pomar que plantamos do lado de fora... Só aí saberemos o resultado das sementes que distribuímos com descuido, enquanto o tempo nos consumia na luta... só aí conheceremos o sabor (acre ou doce) dos frutos que cultivamos. O que somos será sempre resultado do que fomos e fizemos. A vida é inexoravelmente uma via de mão dupla. Não há ida sem retorno.
Aíla Sampaio
Poemas, contos, imagens... palavras e silêncios. Mergulhos e naufrágios de AílaSampaio
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
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CICLO INEVITÁVEL
“Faz tempo, sim, que não te escrevo, ficaram velhas todas as notícias”, disse o poeta num soneto à mãe nos anos 40. A velocidade do temp...

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Finalmente vi, sem dor, teu olhar colher a tarde e o vento cobrir-te do vermelho-alaranjado que desceu do céu. Não eras mais meu... parei ...
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Tu sabes a ordem das estrelas nas constelações e o movimento dos ventos . Sabes tudo das estações e dos climas amenos que ...
Aíla eu olho e vejo...seus textos são bons demais.
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