sábado, 27 de agosto de 2011

Remendo




Às vezes sinto a mesma sensação de alguém que corre para pegar o trem, pula poças de lama, quase é atropelado na avenida, rasga a melhor roupa no portão enferrujado, toma susto com o cachorro que late por detrás dum muro desconhecido e chega à estação no exato momento em que as portas se fecharam automaticamente e o maquinista deu a partida... É certo que outro trem virá, mas será outra a emoção do embarque, da despedida... tudo será remendo, improviso... até a possível alegria será imprecisa.
 
Aíla

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