As expectativas



Se temos pressa de saciar a nossa fome, corremos o risco de provar somente a polpa ácida dos frutos verdes. O exercício da espera testa nossa capacidade de sobrevivência à ansiedade, mas nos permite alcançar, muitas vezes, a polpa sumarenta e doce dos frutos madurados. Se idealizarmos muito o sabor, entretanto, corremos o risco de ter uma decepção. O que nos frustra não são as coisas desejadas e não alcançadas, mas a perda da expectativa que criamos com a idealização delas. Não basta, pois, ser paciente; é preciso não construir castelos no ar, para que não desmoronem sobre as nossas cabeças. Além disso, tudo tem o seu tempo e nada muda se adiantarmos os ponteiros do relógio, pois a terra continuará a girar no mesmo eixo.



Aíla

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