
Quem faz uma mulher
faz uma tarde
e seus vestígios poentes.
Faz a noite
e, num só momento,
faz igual
o que, por desigual,
é diferente.
O primeiro homem
é sempre a primeira estrela
a aparecer no céu
mas não é a única.
Novas noites acordam o delírio
de um dia à frente
se não se encontra no crepúsculo
o itinerário da emoção
que é etérea e não passa nunca
(do livro “Amálgama” (1991))
pois vc é pena forte, Aíla, admirável.
ResponderExcluirA síntese poética me assombra, os múltiplos significados enroscados em curtas passagens. Flor nas frinchas.
Gosto demais
Oi Aíla,adorei esse poema!
ResponderExcluirAlías,todos os poemas do livro.
Beijo