Sobrevivência emocional



Refletindo, sem nenhuma pretensão de impor as minhas 'verdades' ou convencer alguém de alguma coisa, chego cada vez mais à conclusão de que algumas pessoas só arrancam dos outros o seu pior certamente porque vivem pelo seu lado mais hediondo. 

Sempre estive convencida que que ninguém é inteiramente bom; alguns fazem aflorar o seu melhor, harmonizando e contemporizando as diferenças; outros, entretanto, sufocam a sua bondade possível e vivem para o mal, embora, na maioria das vezes, nem tenham consciência disso. São tão enfermos de alma que nem se apercebem da aberração que são para o próximo. Quando convivemos com essas pessoas nebulosas, sentimos que um só olhar delas é capaz de sugar as nossas forças.

Imagino que toda relação é mediada por energias que podem construir ou destruir, de acordo com o modo como são canalizadas. Daí existirem antipatias gratuitas, rejeição imediata a determinadas presenças. Como existem simpatias instantâneas e familiaridades inexplicáveis. Esse mistério é o que me faz pressupor os campos espirituais iluminados e os trevosos. 

Podemos tentar reverter a escuridão em luz se estivermos fortalecidos para arriscar-nos em território minado. Se não, resta-nos manter distância, respeitar as diferenças e evitar confrontos que gerem mais desarmonia. O afastamento, pois, de determinadas pessoas, pode ser uma questão de sobrevivência emocional.


Aíla Sampaio




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