sábado, 31 de julho de 2010

Voo proibido


Beijo tua boca como quem sobe ao céu

sob o silêncio das estrelas.
Abraçar-te é vê-las antes do anoitecer,

a qualquer hora rasgar o véu da noite
ou trazer o dia com sua desatinada claridade.
Corpo adentro, tu respondes ao meu chamado,

viajas comigo num grito incontido,

como quem rasga distâncias e, qual um menino,

chegas ao paraíso prometido...



Pouco importa o voo proibido
os vagões fora dos trilhos:

Todos os trens, a partir de agora, nos levarão ao mesmo destino.

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