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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Ele

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Ele  me olha feito ave voando, esquecido de angústias e preguiçoso para as tristezas; até parece que já nasceu sorrindo pra mim. Ele escuta a canção do vento como se fosse a minha voz sussurrando o seu nome... E me abraça no escuro do quarto como se eu estivesse presente, e dos meus braços sentisse fome.
Sei que existo nele como as suas mãos existem na saudade que me  escreve. E ele, desde muito pressentido, existe em mim qual um amor antigo que está em meu corpo vestido como a minha própria pele.

Aíla Sampaio

Simples possibilidade

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Ainda não foi ontem, talvez nem seja amanhã, mas já me faz sofrer a simples possibilidade de um dia acordares sem vontade de mim.

AílaSampaio



Abraço

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Se eu pudesse escolher aonde morar, não teria dúvida: iria viver para sempre dentro do teu abraço!

AílaSampaio





Olhares

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Há olhares que vão bem além dos olhos, que têm desdobramentos e bifurcações. O teu é assim... e quando cheio de segundas intenções, me faz pensar numa fila indiana com todos os números ordinais do desejo.

Aíla Sampaio


Quem sabe

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Escrevo-te no escuro, como quem te vê pela fresta, e desenha com a memória as cenas  que a saudade vai buscar: a mão no cavanhaque,  o olhar castanho debruçado na varanda e o jeito de combatente de guerra  que escuta ainda vozes perdidas no tempo. Ah, meu amor, deixa que eu sonhe, não acendas a luz.  Quero dormir no teu colo como da última vez. Quem sabe, no silêncio, o filme volte e eu possa recompor em pensamento a nossa história. Quem sabe novamente eu esqueça os brincos no criado-mudo e o desejo entre os lençóis, para que me encontres em casa a qualquer hora. Quem sabe, depois da minha partida, ainda desatando os nós da despedida, tu vejas meu olhar espalhado pela sala, saindo sem vontade de ir embora.  Aíla Sampaio

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PARA TI
Foi para ti o vento que soprou em meus cabelos,
o torvelinho de saudades que os enlinhou.
Foi para ti  que fiz uma janela na tarde
e deixei voarem os meus pensamentos,
feito aves de arribação.
Foi por ti que estendi a manhã
com seus lençóis sobre o tempo
e desenhei a claridade da noite
para enxergar teu vulto na escuridão.


NÃO DEMORES
Não te demores, amor! O tempo tece armadilhas, constrói barreiras e interdita estradas. Não esperes pelo vento nem dependas da calmaria
das ondas para navegar.